Flash player no Linux?

Aproveitando que estou voltando a ativa no blog e tenho enfrentado problemas para fazer manutenção em sites construídos em flash (detalhe: sou desenvolvedor web, mas tenho certa “aversão” a sites em flash), vou apresentar uma dica sobre os players de flash para os usuários de linux.

Bem, ela é mais específica para usuários do Mandriva, mas pode servir para outras distribuições, principalmente as descendentes do Red Hat.

Está mais para um mal nescessário do que uma ajuda

Fuuuuuuuuu- - Palavras de um desenvolvedor web

Mas detalhes na seqüência. E não, este não é um post patrocinado, é só uma dica de quem já se incomodou bastante com sites que não rodam direito no Linux por causa do conteúdo em flash.

De início, desinstale o swfdec e quaisquer outros plugins livres para o flash. Isso mesmo! Esses plugins podem ser livres e toda aquela baboseira, mas se quiser algo que funcione, tire essas coisas da sua máquina. Normalmente o swfdec já se instala junto com todo o resto do sistema nas distribuições mais amigáveis ao usuário, mas nem de longe esse plugin faz o serviço direito.

Se você ainda não incluiu os repositórios, faça. O plugin oficial da Adobe é um produto gratuito, mas de código fechado; é recomendável incluir os repositórios do PLF (Penguin Liberation Front) pelo site Easy URPMI, que também possui os endereços para os repositórios padrão (com pacotes de código aberto). Esses últimos também podem ser configurados pelo Centro de Controle; se o fizer, escolha adicionar o conjunto completo de mídias, muitos pacotes interessantes não estão no conjunto básico.

/explanation_mode+ on

Antes de continuar, é preciso uma explicação rápida sobre arquitetura de processadores e licenças. Grande parte dos processadores dos computadores atuais, bendizendo o cérebro deles, é construída com uma arquitetura de 32 bits, que é o tamanho das “palavras” que eles usam. O que? Você achou que o computador fosse uma caixa mágica que faz tudo do nada? Mas alguns deles, como o que eu usei para digitar este texto, usam processadores de 64 bits. Além de “palavras” maiores, esses processadores de vantagens e desvantagens sobre os de 32 bits, mas que não vem ao caso agora, exceto pelas que descreverei mais adiante. No momento basta saber que a arquitetura dos processadores de 32 bits costuma ser chamada de i586 (ou i386, ou i486, ou i686 ou i786, ad infinitum) e a outra de x86_64, e só.

/explanation_mode+ off

Um passo adicional é necessário para o caso de você ter um computador com processador x86_64. Adicione além os repositórios padrão dessa arquitetura, os para computadores i586. Se fez isso pelo painel de controle e escolheu o conjunto completo de mídias, então não tem problema… com os repositórios livres. Já com os repositórios PLF a história é diferente, pois o player flash da Adobe está apenas no repositório para máquinas i586. Por isso é necessário adicionar os repositórios PLF para i586 e x86_64.

Depois disso, para as máquinas do tipo i586, basta acessar o “Instalar e Remover Programas”, alterar a procura para todos (inicialmente pode estar em “Programas com Interface Gráfica”) e procurar pelo flash. Se todos os repositórios foram instalados, deve aparecer um “flash-plugin”. É só selecionar e mandar instalar.

E se não funcionar, mesmo com todos os repositórios configurados? Bem, pode acontecer. Uma solução é baixar do próprio site da Adobe o instalador e instalar o pacote yum, tar.gz, rpm ou deb; no meu caso, rpm. Depois disso, só reiniciar o navegador e testar. Se mesmo assim não der certo, então posso dizer que alguma coisa muito errada aconteceu e aí, meu caro(a), não tenho como ajudar.

No mais, uma coisa importante é que no caso de players de flash, fica a máxima do Highlander: Só pode haver um! Se houver mais de um instalado, fica simplesmente impossível assistir vídeos e animações em flash, pois não existe chance de conflito entre os players, este conflito é uma certeza!

Até a próxima!

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